Prazer, pode me chamar de Mimosa.
Talvez seja só uma vaca querendo ser Claussenii.

Mas é fato que presenciar a floração no meu quintal, bem perto de casa, é um espelho que ganhei de presente.

Aqueles pompons em intensa cor de rosa, molhados pelo orvalho, duram o mesmo tanto que minhas colheres de bem-estar. Ou seja, não duram. A cor some antes mesmo de um ponteiro repousar sobre o outro em sol a pino. Os filamentos também não demoram a ficar completamente murchos e bagunçados.

5 da manhã e já desisti de dormir há pelo menos uma hora. Hoje é um exemplo classico de que a ansiedade também invade meus dias de paz na roça. A autorregulação precisa ser constante onde quer que eu esteja.
Banho de rio, som de cachoeira, pé no chão de terra, relógio guardado, leitura, arte, banho demorado…nada disso sustenta a necessidade de convivio social. Erro nessas conversas pequenas do casual. E me consome imaginar novos roteiros.
No (não) silêncio da mata, as vozes da minha cabeça se silenciam novamente
Os novos pompons cor de rosa já estão ali fora novamente. Mas as colheres vazias continuam alí. Lembrete de que preciso arrumar novas estratégias para florescer diariamente. Preciso ir atrás do que é belo para salvar mais um instante.
Nesses dias, a mimosa é o que tem sido a salvação.
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