Neste território mágico, até o capim floresce e vira estrela
Era uma quinta-feira, dia 29 de dezembro de 2022. Eu estava sonolenta, mas com dificuldade de fechar a janela. Mantive-me presa às estrelas que se exibiam muito maiores do que seria comum para a época e iluminavam cada curva da terra naquele perímetro urbano. Comecei a colar vários pensamentos embriagados, misturar fantasias, sonhos lúcidos e desejos. Adormeci.
De volta para o futuro, abri os olhos novamente no domingo, dia 1 de janeiro de 2023. Eu já estava lá onde a montanha toca o céu, a baleia dança com a bailarina, as águas fazem música, a terra é colorida e o chão é de estrelas. Sim, neste território mágico, até o capim floresce e vira estrela. Ah, e o que não é encantado vira moda de viola.

Ateliê de Temporada
É assim que inicio a minha jornada do Ateliê de Temporada, em busca da mais rara espécie botânica que vai completar meu jardim. Por enquanto, novas pistas e paletas.
Já imaginava que a flor não desabrocharia tão facilmente para mim. Sei que ainda tenho muito chão para percorrer. Mas meu estado de encantamento está intenso demais, está por um triz de ser maior do que eu posso aguentar.
Às vezes, meus sonhos podem ser como o líquen laranja, frágeis. Mas quando os medos ficam grandes demais, sei que posso segurar na mão do meu amado companheiro P. Sigo com meu campo expandido, sensível às delicadezas, colecionando memórias, de peito aberto para a vida.

Agradecimentos:
Josi, guardião do Morro da Baleia.
Michel Doher, guia da Chapada dos Veadeiros.


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